23.9.10

P'ra que não façam pouco
Procuro não gritar
A quem pergunta minto
Não quero que tenham dó
Num egoísmo louco
Eu chego a desejar
Que sintas o que sinto
Quando me sinto só.

26.8.10

punho fechado

Sentes o cheiro da mudança e as chapadas de mãos diferentes ao mesmo tempo. Sabes de antemão que podes não chegar a amanhã. Os braços vão baixar e as costas serão viradas. É verdade, as pessoas utilizaram-te para seu próprio bem-estar, mas senta-te e ouve - não podes fazer nada.

Destruir castelos de areia deverá ser, eventualmente, divertido, mas não para mim.

17.8.10

17/02 - 16/08

12.8.10

Já que os teus pés não descolam do chão

Não quis guardá-lo para mim
E com a dimensão da dor
Legitimar o fim
Eu dei
Mas foi para mostrar
Não havendo amor de volta
Nada impede a fonte de secar
Mas tanto pior
E quem sou eu para te ensinar agora
A ver o lado claro de um dia mau

Eu sei
A tua vida foi
Marcada pela dor de não saber onde dói
Mas vê bem
Não houve à luz do dia
Quem não tenha provado
O travo amargo da melancolia
E então rapaz então porquê a raiva
Se a culpa não é minha
Serão efeitos secundários da poesia

Mas para quê gastar o meu tempo
A ver se aperto a tua mão
Eu tenho andado a pensar em nós
Já que os teus pés não descolam do chão
Dizes que eu dou só por gostar
Pois vou dar-te a provar
O travo amargo da solidão

É só mais um dia mau

4.8.10

Indifference

I will light the match this mornin', so I won't be alone
Watch as she lies silent, for soon light will be gone
Oh, I will stand arms outstretched, pretend I'm free to roam
Oh, I will make my way, through, one more day in hell.

How much difference does it make?
How much difference does it make, yeah.

I will hold the candle till it burns up my arm
Oh, I'll keep takin' punches until their will grows tired
Oh, I will stare the sun down until my eyes go blind
Hey, I won't change direction, and I won't change my mind
How much difference does it make?
Mmm, how much difference does it make?
How much difference...

I'll swallow poison, until I grow immune
I will scream my lungs out till it fills this room


Já fez tanto sentido e voltou a fazê-lo.

22.7.10

you've got the love



Sometimes I feel like throwing my hands up in the air
I know I can count on you
Sometimes I feel like saying "Lord I just don't care"
But you've got the love I need To see me through

Sometimes it seems that the going is just too rough
And things go wrong no matter what I do
Now and then it seems that life is just too much
But you've got the love I need to see me through

When food is gone you are my daily meal
When friends are gone I know my savior's love is real
Your love is real

You got the love

Time after time I think "Oh Lord what's the use?"
Time after time I think it's just no good
Sooner or later in life, the things you love you loose
But you got the love I need to see me through

You got the love

14.7.10

Encostei-me Para Trás Na Cadeira Do Convés (Fernando Pessoa)

Da Weasel

Encostei-me para trás na cadeira de convés e fechei os olhos,
E o meu destino apareceu-me na alma como um precipício.
A minha vida passada misturou-se com a futura,
E houve no meio um ruído do salão de fumo,
Onde, aos meus ouvidos, acabara a partida de xadrez.
Ah, balouçado
Na sensação das ondas,
Ah, embalado
Na ideia tão confortável de hoje ainda não ser amanhã,
De pelo menos neste momento não ter responsabilidades nenhumas,
De não ter personalidade propriamente, mas sentir-me ali,
Em cima da cadeira como um livro que a sueca ali deixasse.
Ah, afundado
Num torpor da imaginação, sem dúvida um pouco sono,
Irrequieto tão sossegadamente,
Tão análogo de repente à criança que fui outrora
Quando brincava na quinta e não sabia álgebra,
Nem as outras álgebras com x e y's de sentimento.
Ah, todo eu anseio
Por esse momento sem importância nenhuma
Na minha vida,
Ah, todo eu anseio por esse momento, como por outros análogos —
Aqueles momentos em que não tive importância nenhuma,
Aqueles em que compreendi todo o vácuo da existência sem inteligência para o
Compreender
E havia luar e mar e a solidão, ó Álvaro.

veneno 5#

Eu não sou nada, mas sei gritar falando baixo.
"Não, eu não sou um fantasma, eu estou cada vez mais vivo" e vou vivendo.
É suficiente, por vezes, ser. 

6.7.10

Space Bound



We touch, I feel a rush, we clutch, it isn't much
But it's enough to make me wonder what's in store for us
It's lust, it's torturous, you must be a sorceress
Cuz you just, did the impossible, gained my trust
Don't play games it'll be dangerous if you fuck me over
Cuz if I get burnt, I'ma show ya what it's like to hurt
Cuz I've been treated like dirt befo' ya
And love is evil, spell it backwards, I'll show ya
Nobody knows me, I'm cold, walk down this road all alone
It's noone's fault but my own, it's the path I've chosen to go
Frozen as snow, I show no emotion what'soever, so
Don't ask me why I have no love for these muh'fuckin' hoes
Blood-suckin' succubuses, what the fuck is up with this
I've tried in this department, but, I ain't had no luck with this
It sucks but it's exactly what I thought it would be like tryin' to start over
I've got a hole in my heart for some kind of emotional roller-coaster
Somethin' I won't go on, so you toy with my emotions, ho, it's over
It's like an explosion every time I hold ya, I wasn't jokin' when I told ya
You take my breath away, you're a supernova
And I'm a

I'm a space-bound rocketship and your heart's the moon
And I'm aimin' right at you
Right at you
250, 000 miles on a clear night in June
And I'm aimin' right at you
Right at you
Right at you
I'll do whatever it takes, when I'm witchu, I get the shakes
My body aches when I ain't, witchu, I have zero strength
There's no limit on how far I would go, no boundaries, no lengths
Why do we say that until we get that person that we think's
Gonna be that one and then once we get 'em, it's never the same
You want 'em when they don't want you, soon as they do, feelin's change
It's not a contest and I ain't on no conquest for no mate
I wasn't lookin' when I stumbled onto you, musta been fate
But so much is at stake, what the fuck does it take, let's cut to the chase
'Fore the door shuts in your face, promise me if I cave in and break
And leave myself open that I won't be makin' a mistake

Quando as estrelas rebentam, os buracos negros criados por elas tornam-se insuportáveis.

22.6.10

A Náusea

Os homens. É preciso amar os homens. Os homens são admiráveis. Sinto vontade de vomitar - e de repente aqui está ela: a Náusea.
Então é isso a Náusea: essa evidência ofuscante? Existo - o mundo existe -, e sei que o mundo existe. Isso é tudo. Mas tanto faz para mim. É estranho que tudo me seja tão indiferente: isso assusta-me.
Gostaria tanto de me abandonar, de deixar de ter consciência da minha existência, de dormir. Mas não posso, sufoco: a existência penetra em mim por todos os lados, pelos olhos, pelo nariz, pela boca… e subitamente, de repente, o véu é rasgado: compreendi, vi.
A Náusea não me abandonou, e não creio que me abandone tão cedo; mas já não estou submetido a ela, já não se trata de uma doença, nem de um acesso passageiro: a Náusea sou eu.

Jean-Paul Sartre, em A Náusea

17.6.10

era uma vez uma miúda de 15 anos que pensava que escrevia alguma coisa

não sei porque escrevo. sorrio. sinto-me feliz por não ter perdido tudo o que ainda nos é comum.
estou no metro - penso que as viagens têm a ver contigo e vejo o teu reflexo nas imagens que passam distorcidas.
por enquanto não te adoro. deixei de te adorar: desliguei-me no momento em que pressionaste o off e me deixaste aparentemente às escuras. não te quero mais porque me entedias, porque proclamava venerar-te um dia e achaste-te no direito de cuspir no que criaste.
um dia talvez te encontres e esqueças que tudo o que separa o mundo são números. pretendo, não que me queiras, mas que voltes, que venhas, que te deixes vir, quero... chega pensar que não mais existes e que aquilo que me disseste definhou contigo e, agora que escureceu, vejo apenas os pequenos crepúsculos de quando em vez, perco o medo e digo ferozmente que quero que voltes, que és mais que este pó em que te estás a transformar.
percebi que te quero a alma, as palavras, a presença - que saudade não é do teu corpo, do teu sexo: saudade é do outrora das conversas, dos medos.

sexta-feira, 18 de Abril de 2008
23:34:55




(btw, já não me lembrava disto. só publiquei porque tenho a noção de que não tornarei a escrever uma cena assim. nem melhor, nem pior - estou diferente!)

13.6.10

só temo pelo que os outros vão sendo

Somos patéticos quando simpáticos,
somos estúpidos e problemáticos.
Acabamos casmurros, e o que é fantástico
é que complicando tudo às vezes somos práticos.

Vamos andando, deixemo-nos ir.
Há futuro enquanto conseguirmos rir;
e tudo o que hoje fizermos de errado
incontornavelmente torna-se passado.

por Nuno Prata

10.6.10

postado pela segunda vez

Livro: Homo Videns
Autor: Giovanni Sartori
Capítulo: A Primazia da Imagem

3. A videocriança

"O ponto de viragem é dado, pois, pelo informar-se vendo. Esta viragem começa com a televisão. Pelo que, também eu começo pelo telever. Quaisquer que sejam, depois da televisão, os desenvolvimentos visuais do videover, é a televisão que modifica em primeiro lugar, e fundamentalmente, a própria natureza da comunicação, deslocando-a do contexto da palavra (seja ela impressa ou radiotransmitida) para o contexto da imagem. A diferença é radical. A palavra é um "símbolo" inteiramente resolvido naquilo que significa, naquilo que deixa compreender. E a palavra só deixa compreender se for compreendida, isto é, se conhecemos a língua a que pertence; de outro modo, é letra-morta, um signo ou um som qualquer. Pelo contrário, a imagem é pura e simples representação visual. A imagem, simplesmente, vê-se; e para ver basta a visão, basta não sermos cegos. A imagem não se vê em chinês, árabe ou inglês. Repito: simplesmente, vê-se.
Fica, então, claro que o caso da televisão não pode ser tratado por analogia, isto é, como se a televisão fosse uma prossecução e uma mera amplicação dos instrumentos de comunicação que a precederam. Com a televisão aventuramo-nos num novo radicalmente novo. A televisão não é um acréscimo; é acima de tudo uma substituição, que inverte a relação entre compreender e ver. Até hoje, o mundo e os acontecimentos do mundo eram-nos relatados (por escrito); hoje são-nos mostrados, e o relato (a sua explicação) é quase apenas em função das imagens que aparecem no vídeo.
Mas se for verdade, a consequência é que a televisão está a produzir uma mutação, uma metamorfose, que interessa a própria natureza do Homo sapiens. A televisão não é apenas um instrumento de comunicação; é, também, ao mesmo tempo, paideia (1), um instrumento "antropogenético", um media gerador de um novo anthropos, de um novo tipo de ser humano.
É esta a tese, ou, se quisermos, a hipótese, que cruza o livro todo e à qual, obviamente, voltarei por diversas vezes. Uma tese que se funda, como premissa, no puro e simples antefacto de que as nossas crianças vêem televisão, horas a fio, antes de aprenderem a ler e a escrever.
Curiosamente, esta exposição é criticada sobretudo porque (diz-se) habitua a criança à violência e a torna, quando adulta, mais violenta (2). Digo curiosamente, porque, aqui, um aspecto do problema substitui e esconde o problema. O argumento de que uma criança com menos de três anos não compreender aquilo que está a ver, mas, por isso mesmo, "absorve" a violência como um modelo excitante, e porventura vencedor, de vida adulta, é sem dúvida verdade. Mas porquê limitá-lo à violência? A verdade maior, e global, é que a criança cuja primeira escola (a escola divertida, que precede a escola aborrecida) é a televisão, é um animal simbólico que recebe o seu imprint, o seu cunho formativo, através das imagens de um mundo todo ele centrado no ver. Nesta paideia, a predisposição para a violência, é, dizia eu, apenas um aspecto do problema. O problema é que a criança é como uma esponja qe regista e absorve indiscriminadamente (visto não ter ainda capacidade de discriminação) tudo aquilo que vê. Ao mesmo tempo, e na vertente contrária, a criança formada pelo ver limita-se a ser um homem que não lê e, consequentemente, na maioria das vezes, "um desmiolado pelo vídeo", que se dedica aos videogames pela vida fora.
"No princípio era o verbo": assim reza o Evangelho de S. João. Hoje dever-se-ia dizer que "no princípio é a imagem". E com a imagem a ultrapassar a palavra, instala-se uma cultura juvenil muito bem descrita por Alberoni (1997):

Os rapazes andam no mundo adulto da escola, do Estado [...] da profissão como clandestinos. Na escola ouvem preguiçosamente as aulas [...] que esquecem rapidamente. Não lêem jornais [...] Trancam-se no seu quarto com os posters dos seus heróis, vêem os seus espectáculos, andam na rua mergulhados na sua própria música. Acordam apenas quando se encontram na discoteca à noite. Quando, finalmente, saboreiam a ebriedade de se amontoarem uns por cima dos outros, a beatitude de existirem como um único corpo colectivo a dançar.

Não seria capaz de representar melhor a videocriança, isto é, a criança criada pelo videover. Será que esta criança acaba por se tornal adulta, um dia? De uma forma ou de outra, necessariamente. Mas, seja como for, trata-se de um adulto que permanece surdo, por toda a vida, aos estímulos do ler e do saber transmitidos pela cultura escrita. Os estímulos aos quais continua a responder, quando crescida, são exclusivamente audiovisuais. Por isso, a videocriança não cresce para além de determinados limites. Aos trinta anos é um adulto empobrecido, educado pela mensagem "a cultura, que chatice" de Ambra Angiolini (a enfant prodige que animou durante uma época a grande aldeia de férias televisiva), portanto, um adulto marcado para toda a vida por atrofia cerebral.
O termo cultura possui dois significados. Na sua acepção antropossociológica significa que cada ser humano viva na esfera de uma sua própria cultura. Se o homem é, como é, um animal simbólico, disto deriva, eo ipso, que vive num contexto conectivo de valores, crenças, concepções e, numa palavra, de simbolizações que constituem a sua cultura. Nesta acepção genérica, também o primitivo ou o analfabeto possuem cultura. E é nesta acepção que hoje falamos, por exemplo, de uma cultura do lazer, de uma cultura da imagem e de uma cultura juvenil. Mas cultura é também sinónimo de "saber": uma pessoa culta é uma pessoa que sabe, de boas leituras, ou seja como for, bem informada. Nesta acepção restrita e apreciativa, a cultura é dos "cultos", não dos ignorantes. E é esta acepção que nos permite falar (sem contradições) de uma "cultura da incultura" e, consequentemente, de atrofia e pobreza cultural.
É exacto que "as sociedades têm sido sempre plasmadas pela natureaza dos media mediante os quais comunicam, mais do que pelo conteúdo da comunicação. O alfabeto, por exemplo, é uma tecnologia absorvida pela criança [...] por osmose, por assim dizer" (McLuhan e Fiore, 1967, p.1). Mas não é exacto que o "alfabeto e a imprensa têm promovido um processo de fragmentação, de especialismo e de separação, [enquanto] a tecnologia electrónica promove a unificação e envolvência" (ibid.). O contrário é que é verdade (3). Nem estas considerações podem demonstrar qualquer superioridade da cultura audiovisual sobre a cultura escrita.
A mensagem com a qual a nova cultura se recomenda e auto-elogia é que a cultura do livro é de poucos (elitista), enquanto a cultura audiovisual é de muitos. Mas o número de utilizadores - poucos ou muitos - não modifica a natureza e o valor de uma cultura. E se o custo de uma cultura de todos é a desclassificação para uma subcultura que é aliás - qualitativamente - "incultura" (ignorância cultural), então o saldo da operação só é negativo. Todos incultos será porventura melhor do que muitos cultos? Queremos uma cultura na qual ninguém sabe nada? Numa palavra, se o professor sabe mais que o aluno, teremos então de matar o professor; e quem não raciocina desta forma é elitista. Esta é a lógica de quem não tem lógica."

(1) Paideia é, do grego, a formação da criança.
(2) Segundo os cálculos de um professor americano, sem a televisão, nos Estados Unidos, verificar-se-iam menos 10000 assassínios e menos 700000 agressões por ano. Não me sinto capaz de subscrever este cálculo, mas esta influência certamente existe.
(3) Sobretudo quando se chega à decomposição digital (binária) das mensagens. Pois a digitalização é um instrumento formidável de decomposição-recomposição que fragmenta mesmo tudo. Para o "digerado" (o homem de uma cultura digital) deixa de existir uma realidade "organizada". Para ele, qualquer conjunto pode ser manipulado e recomposto ad libitum, a seu bel-prazer, de mil e uma maneiras.

enough

não sou egoísta. sou egocêntrica e amo-me pa caralho.

3.6.10

In my arms



yesterday
today
maybe tomorrow

26.5.10

Tricky regressa ao Porto

CASA DA MÚSICA
27 DE JULHO

(estou histérica!)

24.5.10

One One - Matthew Herbert

1. Manchester
2. Milan
3. Leipzig
4. Singapore
5. Dublin
6. Palm Springs
7. Porto
8. Tonbridge
9. Berlin
10. Valencia

És lindo, Herbert. Aos anos, senhor.

baby's on fire



colei na música e adorei a sucessão de fotos

19.5.10

Olha para mim, diz-me quem tu és
Olha bem pra mim, diz-me quem tu vês
Em mim acendes o desejo que deixei pra lá do mar

Só eu te posso ajudar
Só eu te posso ajudar, a atingir esse bem estar que vem no fim

Diz-me se é amor
Fala-me de ti, eu quero o teu sabor
Em mim ficou esse teu beijo
Que me deste ao pé do mar

Só eu te posso ajudar
Só eu te posso ajudar, a descobrir esse lugar pra lá do fim
E dizer: "meu amor, meu amor, que bom que é pra mim
meu amor, meu amor, que bom que é no fim"

Só eu te posso ajudar
Só eu te posso ajudar, a descobrir esse lugar pra lá do fim
E dizer: "meu amor, meu amor, que bom que é pra mim
meu amor, meu amor, que bom que é no fim,
meu amor, meu amor, que bom que é pra mim
meu amor, meu amor, que bom que é no fim".


que bom que é sabê-lo

todo o amor do mundo não foi suficiente porque o amor não serve de nada. ficaram só os papéis e a tristeza, ficou só a amargura e a cinza dos cigarros e da morte. os domingos e as noites que passámos a fazer planos não foram suficientes e foram demasiados porque hoje são como sangue no teu rosto, são como lágrimas. sei que nos amámos muito e um dia, quando já não te encontrar em cada instante, em cada hora, não irei negar isso. não irei negar nunca que te amei. nem mesmo quando estiver deitado, nu, sobre os lençóis de outra e ela me obrigar a dizer que a amo antes de a foder.

josé luís peixoto